Certamente você já ouviu falar sobre a Selic na TV, internet ou no jornal. 

Esse termo está sempre presente nos noticiários econômicos e tem um motivo muito especial: trata-se da mais importante taxa de juros do Brasil.

Conecte suas contas e acompanhe seus investimentos de forma automática e segura.
Baixe gratuitamente!

Neste artigo iremos explicar o que é a Selic e como ela impacta o mercado financeiro.

O que é a Selic?

É a taxa básica de juros da economia brasileira, um instrumento de política monetária que permite controlar a inflação e o nível de investimento do país.

Suas altas e baixas influenciam nas taxas de juros praticadas no Brasil, desde as cobradas pelos bancos em empréstimos até as recebidas por meio dos investimentos.

A Selic tem esse nome por conta do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, um sistema administrado pelo Banco Central em que são negociados títulos públicos federais.  

Atualmente ela está no patamar de 6,25% ao ano, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

E o que é o Copom?

É o órgão decisório da política monetária do Banco Central, responsável por estabelecer a meta para a taxa básica de juros do país. 

Ele existe desde junho de 1996 e, com isso, tornou-se possível tornar o processo decisório da política monetária mais transparente.

No primeiro dia de reunião, que ocorre a cada 45 dias, é apresentada uma análise da conjuntura econômica, incluindo variáveis como inflação, atividade econômica, finanças públicas, mercado de câmbio, balanços de pagamentos, operações de mercado aberto, expectativas gerais para variáveis macroeconômicas e de tendência para inflação.

No segundo dia, os diretores de Política Monetária e de Política Econômica apresentam alternativas para a meta da Selic e recomendações para a política monetária após a análise das projeções atualizadas para a inflação. Por fim, as propostas passam por votação.

O gráfico abaixo mostra a meta para a Selic nos últimos 10 anos, definida pelo Copom:

Fonte: Banco Central

Selic x Inflação

Quando o Copom aumenta a taxa de juros, consequentemente sobe o custo de empréstimos e financiamentos, reduzindo a circulação de dinheiro na economia, o que tende a amenizar o aumento de preços (inflação).

Já quando há uma redução na Selic, o objetivo é fomentar a economia, ao mesmo tempo que pode gerar aumento da inflação (o que geralmente é um preço que o governo aceita pagar para ter crescimento econômico).

Por isso, entender a taxa básica de juros é fundamental para avaliar o custo de oportunidade e a relação risco x retorno nos investimentos.

Veja o dividend yield, P/L, ROE e outros indicadores na área de Fundamentos no Fliper!
Baixe gratuitamente!

Impactos na renda fixa

Tesouro direto

O Tesouro Selic, um dos títulos públicos, é considerado o investimento mais seguro da economia brasileira, por ter baixo risco de crédito (é garantido pelo Tesouro Nacional) e baixo risco de mercado, pois sua rentabilidade acompanha a Selic. 

Títulos privados de renda fixa

Muitos dos títulos de renda fixa emitidos por bancos (ex: CDB, LCA e  LCI) e empresas (ex: debêntures), possuem sua rentabilidade pós-fixada, atrelada a um percentual do CDI, que acompanha de perto a Selic.

Portanto, a oscilação na taxa de juros impactará diretamente nos retornos dessas aplicações.

Impactos na renda variável

A alta da Selic pode impactar a renda variável de 3 formas:

1) com aumento dos juros dos empréstimos e financiamentos, as pessoas tendem a gastar menos e impactar lucros das empresas.

2) para as empresas que necessitam de capital para expandir os seus negócios, o custo de captação tende a ser maior e impactar os seus resultados.

3) a rentabilidade dos títulos de renda fixa ficam mais atrativas, o que pode levar investidores a reduzirem suas alocações em renda variável.

O que você deve fazer como investidor?

Não há segredo, diversifique.

Mesmo que os ativos de renda fixa se tornem mais atraentes, eles podem perder para a inflação (ou seja, nesse caso, haveria um retorno real negativo).

Como Ray Dalio, um dos maiores investidores do mundo diz, devemos ter um portfólio bem balanceado, que te proteja de tempestades inesperadas, para assim poder enfrentar qualquer cenário sem perder o sono.

Investindo na sua reserva de emergência, renda fixa (pré-fixada e atrelada à inflação), fundos, ações, dólar (proteção), entre outros, estará alocando recursos de forma inteligente, e poderá gerar uma sólida construção patrimonial no longo prazo.

Como administrar sua carteira de investimentos?

Agora que você aprendeu mais sobre a Selic e como ela impacta os investimentos, lembramos que a diversificação dos recursos em diferentes classes de ativos e instituições financeiras pode dificultar o acompanhamento e controle do patrimônio.

Entrar no site de cada casa para classificar seus investimentos em uma planilha de excel pode dar bastante trabalho e tomar muito tempo.

Visando solucionar este problema, a Fliper é uma plataforma gratuita que consolida todos os seus investimentos de bancos, corretoras e FGTS, de forma automática!

Ainda é possível acompanhar gráficos de rentabilidade da carteira, evolução patrimonial, analisar fundamentos dos ativos, receber notificações de proventos, disponibilidade de liquidez, entre diversas outras funcionalidades que ajudam o investidor a tomar melhores decisões.

Quem se conhece, melhor investe!

Telas e funcionalidades do aplicativo de investimento Fliper