Como funcionam os dividendos e juros sobre capital próprio (JCP)? Descubra!

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Dividendos

As empresas listadas na bolsa de valores podem remunerar os investidores por meio de proventos. Existem diferentes formas de distribuir esses benefícios. Mas, afinal, você sabe como funcionam os dividendos e o JCP?

Os proventos estão relacionados ao lucro das empresas e fundos e são uma maneira de atrair e remunerar os investidores. Por isso, quem tem visão de longo prazo e busca receber renda passiva pode construir patrimônio dessa forma.

Neste artigo, você entenderá o que são e como funcionam os dividendos e o JCP. Vamos lá?

O que são dividendos?

De forma simples, os dividendos são partes do lucro apurado de uma empresa. Eles são distribuídos aos investidores na forma de remuneração, proporcionalmente ao número de ações que cada um possui.

Os dividendos são um dos tipos de proventos existentes e que podem ser compartilhados com os acionistas. Normalmente, essa remuneração é paga na forma de dinheiro. 

Como funcionam?

Os dividendos são pagos pelas empresas de capital aberto. Elas devem informar no estatuto qual o percentual e a frequência de distribuição. Em geral, companhias mais sólidas e com fluxo de caixa mais constante distribuem mais lucros. 

Por outro lado, negócios que ainda estão em fase de desenvolvimento precisam reinvestir os lucros para expandir. Assim, não costumam distribuir muitos proventos. Além disso, claro, empresas que, por ventura, não tiverem lucro em um período não precisam realizar a distribuição.

Como e quando são distribuídos?

A lei define que os dividendos devem ser pagos, no mínimo, uma vez a cada exercício pelas empresas. Porém, algumas companhias fazem pagamentos com mais frequência. Isso varia de acordo com o estatuto da empresa.

Não há um percentual mínimo para pagamento. A lei apenas afirma que, quando a empresa não especifica seu percentual de distribuição, deve pagar 25% do lucro líquido.

Tributação

Um dos pontos positivos que muitos investidores enxergam nos dividendos é a isenção de Imposto de Renda. Isso ocorre porque as próprias empresas já são tributadas sobre o valor, antes de fazer a distribuição aos acionistas.

Os dividendos são calculados sobre o lucro líquido. Assim, como a quantia não pode ser tributada duas vezes, eles são uma fonte de renda isenta de IR para o investidor. Os investidores recebem o valor líquido e podem utilizá-lo sem nenhum tipo de dedução fiscal – inclusive reinvestindo o montante recebido.

O que é JCP?

Os juros sobre capital próprio (JCP) também são proventos. Ou seja, são mais uma forma da empresa remunerar seus acionistas.

O conceito é bastante semelhante ao dividendo. A principal diferença é que a sua distribuição acontece antes do pagamento de impostos. Dessa forma, ao contrário dos dividendos, os JCP não se referem ao lucro líquido das empresas.

Como ele funciona?

Por serem pagos antes do lucro líquido, os JCP são considerados como despesas para a empresa. Assim, as companhias pagam menos impostos, de forma que a tributação é paga pelos investidores.

Tanto os dividendos quanto os JCP são pagos em dinheiro. O valor é enviado para a conta na instituição financeira utilizada pelo investidor para realizar as operações de compra e venda de ativos e derivativos na bolsa.

Como e quando são distribuídos?

Assim como os dividendos, os juros sobre capital próprio são distribuídos de acordo com o que a empresa define em seu estatuto. Por isso, é importante fazer uma análise prévia da companhia antes de investir e lembrar que resultados passados não garantem rendimentos futuros.

Tributação

Como você viu, os investidores são os responsáveis por pagar o Imposto de Renda sobre o JCP. A alíquota é de 15% sobre o montante recebido e já é retida na fonte pela corretora na qual as ações estão custodiadas.

Outros tipos de proventos

Não são apenas os dividendos e os juros sobre capital próprio que podem ser pagos pelas empresas em algum momento. Além deles, existem alternativas que não são pagas na forma de dinheiro. É o caso da bonificação e dos direitos de subscrição.

No caso da bonificação, o benefício é dado em ações. Ou seja, a empresa decide transformar parte do seu lucro em capital social e emite novos papéis. Depois, eles são distribuídos aos acionistas de maneira proporcional à quantidade que cada um já possui.

Já o direito de subscrição é um tipo de benefício que também funciona a partir da emissão de novas ações.  Nesse caso, o investidor recebe o direito de comprar novos papéis à um determinado preço em uma data específica, se desejar. Ou pode negociar esses direitos no mercado pelo Home Broker, da mesma forma que negocia ações. 

A distribuição de direitos de subscrição acontece quando a companhia precisa aumentar o capital social. Nesse caso, ela deve dar preferência para os acionistas atuais, de modo que eles não percam seu percentual de participação total no negócio. Logo, o provento visa preservar a proporção de ações que cada investidor tem, caso seja do interesse dele.

Como receber dividendos e JCP?

Depois de conhecer mais sobre os diferentes tipos de proventos e suas características, você pode começar a pensar em ter uma renda extra. Como você viu, isso é possível com ações — no caso dos dividendos e JCP — ou com Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs).

Investidores que têm esse objetivo costumam procurar especificamente por empresas e fundos que costumam pagar bons rendimentos ao longo do tempo, além de títulos de renda fixa que pagam juros periodicamente.

É importante, nesse caso, analisar a qualidade dos emissores nos quais você investe e seguir recomendações de profissionais certificados.

É importante sempre diversificar a carteira, diluindo os riscos e mesclando oportunidades. Além disso, durante o período de acumulação de patrimônio é indicado reinvestir os proventos recebidos. No longo prazo, eles rendem novos dividendos e JCP e a carteira pode ter resultados cada vez maiores.

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