Cada vez mais temos acesso a diferentes tipos de investimento, devido à evolução e amadurecimento do mercado financeiro no Brasil. Vemos que muitas pessoas estão diversificando sua carteira com ativos de risco mais sofisticados, buscando maiores retornos para o seu patrimônio.

O desenvolvimento desse ecossistema, também trouxe aos investidores a busca por ativos internacionais, o que era até poucos meses atrás, pouco acessível aos investidores de varejo.  Neste artigo, iremos comentar sobre os ETFs e BDRs, que estão disponíveis na Bolsa brasileira para quem deseja acessar ativos internacionais sem a necessidade de abrir conta no exterior.

Antes de mais nada, o que são ETFs?

Os Exchange Traded Funds (ETFs) são fundos negociados em bolsa de valores, que buscam replicar a carteira e a performance de um índice de referência.

Os ETFs são administrados de forma passiva por uma gestora e a negociação das cotas acontece durante o pregão da bolsa de valores brasileira, ou seja, acessível pelo Home Broker de sua corretora.

Abaixo, listamos os principais ETFs internacionais que estão disponíveis na B3:

IVVB11 (iShares S&P 500)

Um dos ETFs mais conhecidos no Brasil, busca acompanhar a performance do S&P 500, principal índice do mercado americano, é composto por 500 ações das empresas mais relevantes (em tamanho, liquidez e representação) cotadas na NYSE e na NASDAQ. Além de acompanhar a rentabilidade do S&P 500, o ETF também possui exposição à variação do dólar frente ao real. A taxa de administração é de 0,23% ao ano. Abaixo, as 10 maiores posições da carteira do ETF e seus respectivos pesos:

Fonte: ishares.com

ACWI11 (Trend ETF MSCI ACWI)

Este ETF busca replicar a carteira teórica do índice global MSCI ACWI, que detém grandes e médias empresas de 26 países desenvolvidos e 23 países emergentes. Com quase 3 mil ativos, o índice cobre aproximadamente 85% de todo o mercado acionário global. Além de acompanhar a rentabilidade do MSCI ACWI, o ETF também possui exposição à variação do dólar frente ao real. A taxa de administração é de 0,3% ao ano. Abaixo, as 10 maiores posições da carteira teórica do índice e seus respectivos pesos:

Fonte: ishares.com

XINA11 (Trend ETF MSCI China)

O ETF busca replicar a performance do índice MSCI China, composto por mais de 700 empresas chinesas de grande e médio porte, representando cerca de 85% do universo de corporações chinesas de capital aberto, com uma capitalização total de mais de USD $2,7 trilhões.

O setor de maior peso é o de consumo discricionário, equivalente a mais de 30% do índice, seguido de serviços de telecomunicações, com peso de cerca de 20% do MSCI China. Em seguida, vêm os setores financeiro e de saúde. As três empresas com maior participação são o Alibaba Group, a Tencent Holdings e a Meituan Diaping. Além de acompanhar a rentabilidade do MSCI China, o ETF também possui exposição à variação do dólar frente ao real. A taxa de administração é de 0,3% ao ano.

EURP11 (Trend ETF MSCI Europa)

O ETF tem como alvo, o índice MSCI Europe, que obtém em seu portfólio, mais de 1.000 empresas como largecaps, midcaps e smallcaps de 15 países desenvolvidos na Europa, cobrindo mais de 80% de todo o mercado acionário europeu, oscilando conforme o retorno destas ações e a variação das moedas dos respectivos países (euro, libra e franco suíço) contra o real. A taxa de administração é de 0,3% ao ano.

No gráfico abaixo, comparamos a performance do EWZ, ETF conhecido como Ibovespa dolarizado negociado na bolsa americana, junto aos outros ETFs relacionados aos índices comentados acima, também negociados lá fora.  Percebe-se que nos últimos 5 anos, quem investiu apenas no Brasil ficou para trás.

Fonte: koyfin.com

Não para por aí… Sabia que também é possível comprar BDRs de ETFs internacionais?

Os Brazilian Depositary Receipts (BDRs) de ETFs são valores mobiliários emitidos no Brasil, que possuem como lastro cotas de ETFs emitidos no exterior. A CVM, em setembro de 2020, autorizou o lançamento destes BDRs e que os investidores em geral também pudessem ter acesso a esses ativos, que eram, até então, disponíveis apenas a investidores qualificados.

Os BDRs de ETFs também podem ser negociados durante o pregão da bolsa de valores brasileira da mesma forma como ações. O investidor, ao adquirir um BDR, indiretamente passa a deter cotas de um ETF listado e admitido à negociação em outro país, sem precisar abrir uma conta em uma corretora estrangeira. Para saber mais sobre BDRs, recomendo a leitura do nosso artigo.

A B3, com apoio da BlackRock, maior gestora de ativos financeiros do mundo, já listou mais de 35 BDRs de ETFs disponíveis para negociação. Destes BDRs, 12 foram liberados recentemente, no qual poderão ter acesso a setores como biotecnologia, saúde, infraestrutura, entre outros. Abaixo temos a lista dos BDRs de ETFs internacionais negociados na B3:

Como analisar e organizar sua carteira de investimentos?

Agora que você conheceu os ETFs internacionais e BDRs de ETFs disponíveis para investir, lembramos que a diversificação dos recursos em diferentes classes de ativos e instituições financeiras pode dificultar o acompanhamento e controle do patrimônio.

Entrar no site de cada casa para buscar os informes de IR e classificar seus investimentos em uma planilha de excel pode dar trabalho e tomar muito tempo.

Visando solucionar este problema, a Fliper é uma plataforma (aplicativo e web) gratuita que consolida todos os seus investimentos de bancos, corretoras e FGTS, de forma automática, e ainda envia todos os informes de IR das contas conectadas de uma só vez!

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