Renda fixa x renda variável: qual a melhor escolha?

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Uma das decisões mais importantes ao começar a investir envolve o embate clássico: renda fixa x renda variável. Apesar de serem bem diferentes, as duas classes de investimentos não precisam rivalizar. Ambas podem se complementar no alcance dos seus objetivos.

Na verdade, o ideal é compor uma carteira diversificada e que seja adequada ao seu perfil de investidor. Assim, você pode buscar retornos superiores de acordo com os riscos que deseja tomar.

Na sequência, conheça melhor a renda fixa e a renda variável e saiba o que cada uma pode oferecer!

O que é renda fixa?

A renda fixa é a classe de investimentos que apresenta uma rentabilidade mais previsível. Basicamente, ao comprar um título de renda fixa, é possível saber como o dinheiro renderá ao longo do tempo de aplicação, caso carregue até seu vencimento. Os títulos podem ser prefixados, pós-fixados ou híbridos. 

No primeiro, o retorno vem em uma taxa fixa, definida na contratação. Já os investimentos pós-fixados acompanham um indicador de referência, por exemplo a Selic ou o CDI. Enquanto isso, os híbridos têm uma taxa de retorno composta por uma parte prefixada e por uma parte de índice, por exemplo os títulos indexados à inflação, que pagam IPCA + uma taxa prefixada.

O que é renda variável?

Após conhecer o que é renda fixa, é o momento de entender o que é a renda variável. De modo simples, ela corresponde à classe de investimentos que não apresentam uma rentabilidade previsível.

Então não há como saber qual será a variação exata do investimento. Não é possível nem mesmo saber com certeza se ocorrerá a valorização ao longo do tempo. Ou seja, há riscos de prejuízos no valor aportado. Mas também pode oferecer retornos superiores à renda fixa.

Como é investir na renda fixa?

Um dos diferenciais da renda fixa é que ela envolve, normalmente, a disponibilidade de recursos para o emissor dos títulos. Então, funciona como um empréstimo e a rentabilidade nada mais é que a taxa de juros que é paga por quem emite.

Por ter uma atuação previsível quanto aos ganhos, a renda fixa costuma ser considerada de menor risco, mas ela não é isenta deles.

Risco de mercado: é a oscilação ou a volatilidade dos preços. Até o seu vencimento, títulos de renda fixa podem ter variações nos seus preços diferentes da taxa contratada, caso o investidor queira vender antes do prazo.

Risco de crédito: é a probabilidade de a instituição emissora do título não honrar o compromisso de pagamento com o investidor.

Risco de liquidez: é relacionado a capacidade de transformar seu ativo em dinheiro. Esse risco pode surgir da dificuldade de encontrar potenciais compradores do ativo que você deseja vender a um preço justo.

Alguns investimentos contam com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O fundo protege o investidor no caso de falência da instituição emissora do título. Ele está disponível para algumas aplicações e tem o limite de R$ 250 mil por CPF e instituição financeira, podendo garantir diversas instituições até o teto de R$ 1 milhão.

Há uma relação entre risco e retorno no mercado financeiro. Assim, alternativas mais líquidas e mais seguras, geralmente, rendem menos. 

Como é investir na renda variável?

Para tirar a dúvida sobre investir na renda fixa ou renda variável, é o momento de conhecer o funcionamento da segunda opção. Ao contrário da renda fixa, ela não funciona como um empréstimo, mas como a compra de participação em empresas, cotas de fundos, moedas etc.

De modo geral, os ganhos acontecem se houver uma valorização em relação ao valor pago inicialmente. Também é preciso considerar que algumas alternativas oferecem a distribuição de lucros. Ao investir em ações e fundos imobiliários, por exemplo, você pode receber proventos.

A renda variável tende a apresentar menos proteção. Afinal, o investidor toma mais risco em relação ao negócio, já que não está apenas realizando uma espécie de empréstimo. Ao mesmo tempo, abrir mão da segurança pode ser recompensado com um aumento sobre o potencial de ganhos.

Quais são os principais investimentos de cada classe?

Para escolher entre renda fixa x renda variável, é importante conhecer quais são os principais investimentos de cada classe.

No caso da renda fixa, é possível destacar as seguintes aplicações:

  • Poupança;
  • Títulos Públicos do Tesouro Nacional;
  • Certificados de Depósito Bancário (CDB);
  • Letra de Crédito Imobiliário (LCI);
  • Letra de Crédito do Agronegócio (LCA);
  • Letra Financeira (LF);
  • Letra de Câmbio (LC);
  • Debêntures;
  • Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI);
  • Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA);
  • Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC);
  • Fundos de Renda Fixa.

A renda variável também apresenta diversas oportunidades. Veja algumas:

  • Ações;
  • Fundo de Ações (FIA);
  • Fundo de Índice negociado em bolsa (ETF);
  • Fundo de Investimento Imobiliário (FII);
  • Fundos Cambiais;
  • Fundos Multimercados (FIM);
  • Opções;
  • Mercado Futuro;
  • Ouro;
  • Brazilian Depositary Receipts (BDR).

Renda fixa x renda variável: como escolher entre elas?

Depois de identificar as diferenças entre as classes, você pode saber como escolher as alternativas para o seu portfólio. Nesse sentido, o primeiro passo envolve identificar e avaliar o seu perfil de investidor.

Basicamente, ele considera qual é a sua tolerância ao risco. O investidor conservador busca máxima segurança, enquanto o investidor arrojado se abre para mais riscos em busca de ganhos maiores. Em contraponto, o investidor moderado tem comportamento intermediário.

A análise do perfil é determinante para saber se a maior parte do patrimônio ficará alocada de forma mais segura (renda fixa) ou com mais riscos (renda variável). Também é preciso pensar nos seus objetivos. 

Primeiramente é importante montar uma reserva de emergência em investimentos de renda fixa pós-fixados, de baixíssimo risco e com possibilidade de resgate rápido. Caso já tenha seu colchão de liquidez e pode investir parte da carteira para o médio/longo prazo, a renda variável pode ser interessante.

Qual das duas classes é a melhor?

Você já conferiu as diferenças entre renda fixa x renda variável e viu como investir em cada uma. Mas, afinal, qual é a melhor? Não existe uma resposta certa. Ambas as classes trazem uma variedade de investimentos e conseguem atender a diferentes perfis de interesse e de risco.

Para aproveitar o potencial e os aspectos positivos de ambas, vale considerar mesclar as duas em sua carteira, de acordo com suas características enquanto investidor e seus objetivos. Assim, você consegue diversificar investimentos e balancear os riscos.

Percebe como, na disputa entre renda fixa x renda variável, é viável aproveitar as duas para diversificar investimentos? Desde investir em ações até escolher outras possibilidades mais seguras, pode ser interessante contar com as duas classes!

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