Está na hora de comprar ações?

Como disse Ray Dalio, “períodos de turbulência, oferecem grandes riscos e grandes oportunidades.”

Os impactos do coronavírus na economia mundial refletiram no preço dos ativos financeiros, que apresentaram grandes quedas, mas, por outro lado, ficaram mais atrativos aos olhares dos investidores.

O Ibovespa, que chegou perto da marca dos 120 mil pontos no final de janeiro, caiu para baixo dos 70 mil pontos (queda de mais de 40%), como podemos ver no gráfico abaixo.

Nestes momentos, vemos a importância de diversificar sua carteira de investimentos, como comentamos anteriormente por email e neste artigo do nosso blog.

Ter uma reserva de emergência e proteções em ativos como o dólar (que subiu bastante) ajudam a amenizar as perdas em cenários desfavoráveis e a ter caixa para aproveitar as oportunidades que apareçam.

Está na hora de investir ou aumentar a posição em ações?

Na minha opinião, no cenário atual, já vejo uma assimetria favorável, com pouco downside (espaço para cair) e um maior upside (espaço para subir). Mas não sugiro entrar “all in”, pode-se comprar aos poucos e, caso o mercado caia mais, você tenha recursos para aumentar a posição.

Para quem tinha posição em dólar e ouro, pode-se aproveitar as valorizações para vender uma parte e alocar nas ações.

Como disse o gestor de 70 anos, Bill Miller, “É a quinta vez que uma oportunidade assim aparece. Não pretendo colocar todo dinheiro de uma vez, mas colocá-lo aos poucos é a coisa certa a fazer”.

Tenha um horizonte de longo prazo, não invista em ações um dinheiro que possa precisar no curto prazo. Tenha estômago e paciência, pois haverá muita volatilidade no meio da caminho e pode cair mais antes de começar a subir.

Pode cair mais? Sim, sempre pode cair mais, mas com a Bolsa nos níveis atuais já vejo uma boa relação risco x retorno. Lembre-se que é impossível acertar o timing perfeito.

Apesar de uma crise econômica parecer iminente, com a disseminação do vírus, lembre que o mercado precifica antes de a economia voltar a crescer efetivamente.

Países já começam a apresentar números mais favoráveis em relação ao número de casos, especialistas de todo o mundo estão trabalhando na busca de tratamentos e vacinas, governos estão promovendo estímulos econômicos e fiscais, e algumas nações já começam a retomar as atividades.

Já passamos por várias crises globais anteriormente, como a mais recente de 2008, e vimos que com o tempo os índices de ações das Bolsas mundiais voltam a subir e superar suas máximas anteriores. A economia é cíclica, tem altos e baixos. 

Agora, você compra ou aposta no fim do mundo? O problema de apostar no fim do mundo é que, se você estiver certo, ninguém vai te pagar. Então a alternativa é comprar.

Em carta publicada no dia 20 de março, a Verde Asset, gestora do Luis Stuhlberger comentou os efeitos do coronavírus sobre seus fundos:

“A incerteza econômica trazida pelos seguidos lockdowns mundo afora faz com que o horizonte de investimentos de todos seja reduzido ao máximo. Já vimos isso em 2008 e outras crises. Esta é a oportunidade. Obviamente teremos impactos econômicos sérios. Mas, para nós, a correção dos mercados mais do que reflete tais impactos.” 

Se olharmos o gráfico do Ibovespa em dólares, a queda foi ainda maior. Lembrando que os investidores estrangeiros são responsáveis por grande parte do volume negociado na Bolsa brasileira.

E o VIX, índice de volatilidade da Bolsa america S&P 500, conhecido como “índice do medo”, chegou a atingir recentemente mais de 80 pontos, patamar superior à crise de 2008, e nos últimos dias já tem apresentado baixa. 

“Tenha medo quando os outros estiverem gananciosos e seja ganancioso quando os outros tiverem medo.” 

Warren Buffett

Quando os lucros das empresas voltarem a subir, ao longo do tempo, os preços das ações irão acompanhar.

Lembre que ações são ativos de renda variável e possuem risco. Diversifique sua carteira e monte um portfólio adequado ao seu perfil de risco e objetivos.

Um abraço e bons investimentos!

Walter Poladian, CFP® é sócio-fundador do Fliper

Sobre o Fliper 

O Fliper foi lançado em outubro de 2018 e hoje conta com mais de 60 mil usuários e R$ 7 bilhões de investimentos mapeados. Está disponível para os sistemas iOS e Android com download gratuito. A empresa conta com uma equipe diversa formada por programadores, desenvolvedores, economistas e planejadores financeiros.

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